Quem sou eu

Minha foto
Caros amigos,o objetivo do Blog é compartilhar informações, opiniões e experiências sobre escaladas e divulgar o incrível potencial que a região de Nova Friburgo possui para a prática desse esporte. Disfrutem, deixem comentários e compartilhem sempre que quiserem suas aventuras pelo mundo afora! Sejam sempre muito bem-vindos! Um forte abraço e boas escaladas!!!

PARCEIROS

PARCEIROS
ANUNCIE NO BLOG

Serviços de guia de escaladas e caminhadas em NF.

Serviços de guia de escaladas e caminhadas em NF.
Serviços de guia de escaladas e caminhadas em NF

sábado, 1 de junho de 2013

Alienígemas + Diedro Rastafári com Marvio Klem e Leonardo Amorim _ Parque de Frunas - NF.



A parede das vias Alienígenas e Diedro Rastafári no setor das fendas do Parque de Furnas. 
 

Galera!  Escalar é muito bom concordam? Mais escalar com uma lenda internacional é muito melhor e foi o que rolou na última vez que estive em um dos meus points de escaladas preferidos o Parque de Furnas. 
  
Léo na base da via Alienígena com sua renca de equipo e no início da via fazendo um artificial em micro nuts.


Estava eu em casa tomando uma gelada e vendo algumas bobagens no fece book, quando meu tell tocou e uma voz que por mais que eu ficasse mil anos sem ouvir eu jamais esqueceria o dono. E o mesmo falou; Léo? Colé! Marvin! Kkkkkkk Seu filho da P.....  Cara você ta aonde? Eu perguntei já imaginando que ele estivesse no Brasil, e ele falou; To em Macaé, e na mesma hora falei  cara passa aqui em Rio das Ostras que to em casa para tomarmos aquela cerveja  e colocarmos o papo em dia depois de muitos anos o que não faltava era histórias.

Léo trabalhando o início da fenda da Alienígenas.


Sei que a galera da nova geração não teve a oportunidade de escalar com o Marvio Klem, por que ele foi morar os Estados Unidos no início de 2000, mas certamente já ouviram falar dele e com certeza já escalaram alguma via que ele tenha conquistado. Pois Marvin como é conhecido pelos escaladores de Friburgo, foi uma das figuras mais ativas nos anos 90 tendo conquistado mais de 20 vias alem de ter participado da lendária cordada Friburguense que escalou a Crazy Muzzungos na década de 90. Marvin era um cara com um estilo próprio de escalada e muito forte para os padrões da época.  Ficamos amigos acredito eu em 1993 quando estudávamos juntos no antigo IPC e já em 1994 fizemos nossa primeira conquista juntos a via Canabis VI E1 no Parque de Furnas uma das primeiras vias esportivas da época.

Léo na P-1 em móvel da fenda da Alienígenas..
 

Entre cervejas, gargalhadas e muitas lembranças resolvemos armar uma escalada em Friburgo, e o local não poderia ser outro o parque de Furnas, a grande questão era à via que iamos escolher?Como já estávamos a muito tempo sem nos ver resolvemos fazer uma das fendas mais bonitas de Friburgo em uma parede única na cidade a Alienígenas conectando na via Diedro Rastafári. 
 
 
Léo na segunda enfiada da Alienígenas uma das fendas mais bonitas de Nova Friburgo.


Na verdade trata-se da mesma fenda que transcorre da base começando com umas fissurinhas onde só entram micro nuts , vai aumentando de tamanho em uma sequencia arcada numa parede cinza até umas lacas amarelas que parecem estar penduradas de cabeça para baixo conectando em um teto seguido de um diedro branco alucinante e terminando em um segundo teto gigantesco.

Léo trabalhando a fenda em artificial A-2.
 

Mas estamos falando de dois nomes distintos porque a fenda começou a ser conquistada por um grupo de escaladores na década de 90, saindo das micro fissuras da base e indo em direção ao diedro batizando a fenda de Alienígenas e outro grupo em uma tentativa desesperada de chegar no diedro primeiro que o primeiro grupo abriu uma linha reta até o primeiro teto da fenda subindo por uma fenda larga e suja até uma árvore que após sair em livre foi equipando com um enorme artificial fixo A-0 até o teto batizando a via como Diedro Rastafári, obrigando o primeiro grupo a ter que para a via na sua P-2 ou tocar para cima por outra linha.
 
Croqui das vias Alienígenas e Diedro Rastafári feito por Leonardo Amorim.

Fechado nosso destino me despedi de Marvin que segui para o Rio de Janeiro e até quinta-feira o dia da escalada eu não pensava em outra coisa a não ser naquela fenda alucina que até hoje não foi toda escalada em livre ficando difícil graduar to da sua extensão, mas a P-1 e P-2 da Alienígenas ficou como 7˚ (A-2/VIIc) E2 D1 e a via Diedro Rastafáfi em 6˚(A-0/A-2/VIIa) E2 D1 e as lacas da conexão ainda não ouvi relatos de alguem qua tenha mandado elas em livre ficando graduada em A-2 todo o trajeto deve dar aproximadamente 140 m.

Léo chegando na P-2 da Alienígenas. 

 Resolvemos fazer à fenda desde sua base até o primeiro teto “A-2 E2 D2” e o diedro até o segundo teto em livre e quando a então sonhada quinta-feira chegou levantei da cama no sapatinho às 04h30min da madrugada, dei um beijo em minha esposa e comi quente para Friburgo, pois esta em Rio das Ostras.


Marvio Klem na P-1 em móvel e limpando a fenda da Alienígena.
 
 Cheguei na casa de Marvin bem cedo às 06h30min e logo que buzinei ele colocou aquela cara amassada para fora da janela ainda com uma cabeleira de quem tinha acabado de acordar e vazamos em direção ao parque.


Léo já na P-2 da Alienígena recolhendo Marvin.
 
Entramos bem cedo no parque acho que os primeiros e mais uma vez depois de 13 anos enquanto subíamos entre as cavernas e aquelas escadas de madeiras do parque que haviam sido acabadas de serem substituídas por novas e a cada passo que dávamos íamos lembrando de nossas aventuras no início do desenvolvimento da escalada neste pico que acabou tornando-se a principal escola da escalada Friburguense.
 
 
 Marvin mandando um pedaço da fenda em livre.
 

Talvez muitos não Conheçam a história da escalada neste parque que conta com pouco mais de 73 vias que nos oferecem quase todos os estilos de escalada como artificiais (A-0/A-1/A-2/A-3), Fendas de todos os tamanhos, chaminés, tetos, Boulders, tradicional e escaladas esportivas do 4˚ a 10ª grau e sem falar que o parque ainda tem muito a oferecer em termos de novas conquistas.


                                             Léo e Marvin ainda na Alienígenas.

Como só estou escrevendo este artigo algumas semanas depois desta escalada que fiz com o Marvio, não tenho como não citar uma triste estatística que nunca desejaríamos que tivesse saído do zero.

 
 O lance das lacas e Léo iníciando a transição em A-2 da Alienígenas para o Diedro Rastafári.
 
 O Parque de Furnas do Catete começou a ser escalado no início da década de 50 e de lá até 30 de maio de 2013 nunca tínhamos registrado um acidente fatal neste parque com escalador ou ligado a atividade de escalada o que se tem registrado até a presente data foram um acidente com um escalado no pico do charuto onde numa queda uma laca desceu junto com ele quase cortando a corda que ficou literalmente por dois fios de alma impedindo que o jogase de uma altura de 15 m até o chão.
 
 Léo trabalhando as lacas para acessar  o Diedro Rastafári.
 
Um acidente gravíssimo com um escalador no Cão Sentado quando acabou caindo na base da via Os Fantasmas Contra-Atacam após laçar um grampo e tendo que ser resgatado pelos bombeiros sofrendo uma lesão gravíssima na coluna tendo que trocar duas vértebras, e agora o primeiro caso de óbito com um escalador da cidade de Teresópolis, se compararmos com outros esportes radicais veremos que a estetística de acidentes é bem mais baixo.
 
Alto retrato de Marvin na P-2 da Alienígenas e eu trabalhando as lacas.
 

  O escalador de teresópolis num ato de imprudência e má avaliação de risco quando estava escalando com mais nove amigos a via Tradicional do Cão, e quase no cume do Cão Sentado ele estava ancorado no platô do pescoço aguardando a corda para subir o último lance da via, ele simplesmente se desancorou e em solo foi fazer a última rampa que deve dar um II grau, mas muito suja de terra e mato ele escorregou e caiu na base vindo a falecer diante de todos que estavam no local.
 
Léo chegando no primeiro teto do Diedro Rastafári. 
 
 
Forra esta estatística tivemos sim alguns incidentes leves de dia a dia de escalador o que prova que o esporte é totalmente seguro quando feito dentro das regras, normas e equipamentos de segurança.  Nunca esquecendo que a escalada é um esporte radical de risco onde temos tola responsabilidade pelas consequencias de nossos atos e devemos manter a atenção todo estante para não nos metermos em enrascadas e contribuindo paras que esta estatístiva voltem a subir.   
Léo já no primeiro teto do Diedro Rastafári.

 Quanto ao administrador do parque e toda imprensa sensacionalista que falou que a escalada não é recomendada neste local acho que eles deveriam sim se informar muito mais sobre a verdadeira história do parque antes de fazer um comentário ante desportivo e injusto com os escaladores de Nova Friburgo que ralaram muito para que o parque tornase um dos melhores locais para a pratica de escaladas em todo o Brasil.

 
Léo na P-3 em móvel após a transição e Marvin limpando a mesma.
 

  Eles deveriam sim incentivar e organizar a atividade de escalada dentro do parque como já fazem com as atividades que tem na entrada do parque ao redor do lago e principalmente derrubando está barreira entre os escaladores  e a administração do parque aproximando eles para criarmos um plano de manejo sustentável com normas de segurança, prevenção de acidentes, encontros de escaladores, eventos relacionados à escalada, meio ambiente e porque não o primeiro museu de escalada da região serrana do Rio de Janeiro contando a linda história e a trajetória deste esporte que já é praticado em nossa cidade desde o início do século passado, alem de podermos receber melhor e de forma organizada o ecoturista que vem embuscas de aventuras com vizitas guiadas.
 
Léo trabalhando o artificial A-2 do primeiro teto do Diedro Rastafári.
 
Bom! Fica ai minha posição e sugestão para o futuro do paque e da escaladas nesta grande escola que é o parque de furnas. Vamos esperar o futuro para ver como vai ficar ou vamos nos unir para mudarmos este quadro lamentável que esta a escalada no parque de furnas?

Voltando a escalada da Alienígenas com o Diedro Rastafári;
 
Léo no teto do rasta.
 
Depois de boas lembranças durante a caminhada de aproximação até a base da via Alienígena jogamos as mochilas no chão que estavam bem pesadas devido a grande quantidade de ferragens e demos aquele rilex tradicional antes de nos equiparmos e começarmos a escalada tudo estava como planejado tínhamos tempo para nos deliciarmos e trabalharmos aquelas fendas maravilhosas com calma e registrando tudo fazendo um croqui detalhado.


Léo chegando no crux da via na saida do primeiro teto do Diedro Rastafári. 
 
 Rilex dado começamos a nos equipar em meio aos mosquitos infernais que já estamos acostumados a conviver neste parque, um conselho que não deve ser esquecido é de levar algum tipo de repelente por sorte tinha uma echarpe na minha mochila e deu para proteger pelo menos a caleça e logo percebi que estava um luxo só, de tanto equipamento e sem perder mais tempo comecei a trabalha os micro nuts nas primeiras fissurinhas que brotam do chão.  
 
Marvio e Léo reunidos na P-3 do Diedro Rastafáfi e Marvin guiando o início do diedro.
 
A saída da base é bem interessante acho que em livre ela deva dar um VIIa/b, mas saindo em artificial tem que levar uns micro nuts porque os micro friends não ficam bem equalizados e correm o risco de soltarem bem na sua cara, ainda estava lá o píton e um pedaço de corda velha da época da conquista. Já mais para cima a fenda faz uma espécie de diedro curto e comassa a se abrir para as peças maiores e cai para um V em livre até a P-1 que é armada em móvel em um ótimo platô. 
 
Marvin guiando um dos diedros mais bonitos de Friburgo. 
 
Recolhi Marvin que veio rápido e ainda em ótima forma e em fim comecei a trabalha a fenda da Alienígena que estava linda como sempre e com muita teia de aranhas indicando que já tinha tempo que não repetiam está via. Segui guiando a fenda colocando as peças e ao mesmo tempo chicoteando as teias de aranha com o estribo para evitar uma picada de aranha e segui trabalhando a fenda em A-2.
 
 Marvin só no espacato.
 
Exige-se um bom apuramento da técnica de escalada em móvel e força para guiar está escalada, mas como estava bem equiparo consegui guiar esta parte sem grandes problemas até a P-2 que é uma parada fixa dupla que pode ser reforçada ainda com peças moves. Íamos subindo entre uma seção de foto e filmagem entre friends e nuts até que Marvin chegou na parada e mais uma vez com as bandoleiras recarregadas dei início a conexão das duas vias pelas lacas amarelas antes do primeiro teto do Rasta.
 
 Marvio analizando o crux do diedro.
 
Esta parte da fenda é a mais delicada, pois o escalador tem que fazer uma passagem em diagonal para a direita na descendente até a ponta de uma laca e se erguer até colocar um friend no primeiro teto da via Diedro Rastafári fazendo a P-3 em móvel debaixo do teto porque o último grampo do artificial A-0 da via está baixo de mais e em uma posição desconfortável para duas pessoas sendo melhor fazer uma parada curta para recolher o parceiro antes de entrar no teto evitando um atrito e recuperando os moves para esta enfiada que é grande e o crux da via.
 
 
 Marvio chegando no segundo teto do Diedro Rastafári.
 
O Primeiro teto da via é realmente incrível a fenda se abre para o tamanho de peças como 4, 5 e 6 da camalot e na saída dele onde há um bico, que sendo feita em livre foi sugerido um VIIa e ela não para ai no lance seguinte ela abre mais ainda fazendo um arco bem em pé até a P-4 em um grampo no platô da base do enorme diedro branco que é possível ver da estrada que da acesso às furnas a RJ-116 ele é realmente impressionante e chama a atenção mesmo das pessoas que não são escaladores.
 
 Marvio e Léo debaixo do segundo teto na última parada da via P-4.
 
 Já sem quase friends recolhi Marvim que chegou muito empolgado por ter relembrado a época da conquista do Diedro Rastafári ele me contou que guiou este lance, só que na época não tinha os camalots grandes e passou o maior perrengue para conquistar aquela enfiada.
 
 Léo com o livro de cume que ele e Marvin colocaram em 1999 pouco antes de Marvin ir para USA.
 
Ele me pediu para guiar a última enfiada da via o diedro branco que da um VI e é a única parte da via que iríamos fazer em livre devido a ele ser o filé da via e muito bonito com uma fenda média bem 90 graus. Falei que tudo bem e passei os equipamentos para ele e quando a segue estava pronta Marvin segui guiando aquele diedro alucinante que vai em móvel até debaixo do segundo teto que é enorme sendo o crux após o primeiro grampo antes de pegar o segundo grampo do teto já em uma diagonal de agarrinhas antes da P-5 marcando o fim da linha.
 
 Marvin amarradão escrevendo no livro de cume mais uma vez.
 
 Subi logo em seguida rapidamente em livre e quando dei por mim já estava embaixo do teto, pegamos o livro de cume que havíamos colocado ali quando fizemos a primeira repetição da via em 1999 poucos dias antes de Marvin ir morar no exterior e ficamos realmente emocionados ao lembrar-se daquela escalada por incrível que pareça fiquei surpreso com a quantidade de repetições que a via teve depois da instalação do livro e quem ainda não foi conhecer a melhor fenda do parque e talvez a melhor de Friburgo não perca mais tempo, pois esta é uma das escaladas em que aprendemos muito e não esquecemos nunca.
 
 
 As pedras do Edifício a esquerda o Pico do Charuto no meio e a padra do Cão Sentado a direita.
 

Após darmos mais um rilex e admirarmos aquela vista totalmente diferente do parque com as pedras do Edifício, Pico do Charuto e Cão Sentado a nossa frente era hora de armar o rapel e nos despedirmos daquele paraíso de fenda e agradecer a deus por mais esta escalada e pela grande amizade que a escalada nos proporcionou durante todos estes anos e pelo resto de nossas vidas e vamos continuar sonhando com novas conquistas dentro deste esporte que é realmente fantástico. Um grande abraço ao meu amigo Marvio Klem e boas escaladas para todos.
 
 Léo no rapel do rasta.
 
 
 
 

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Acidente fatal com escalador de Teresópolis na pedra do Cão Sentado - NF.



Pedra do Cão Sentado - Parque de Furnas _ NF.
 
Olá Família da escalada! Ontem foi um dia muito triste para nossa comunidade, pois tivemos a notícia de um acidente fatal com um escalador de Teresópolis o Jomar da Silva Amorim na pedra do Cão Sentado. Eu ainda estou em busca de mais notícias sobre este ocorrido para podermos entender o que de fato aconteceu e aprendermos alguma coisa com esta tragédia. Não gosto de colocar informações sensacionalistas e falsas aqui no blog  mas estou postando a asneira que o G-1 colocou, os comentário que fiz no portal Altamontanha, o do meu amigo e parceiro de escalada André Rodrigues que postou em sua página no fece book e o comentário de um escalador que estava lá que saiu na lista da FEMERJ. No mais que o Jomar da Silva Amorim descanse em paz e deus conforte esta familha e seus amigos.
 
( Comentário de Leonardo Amorim no portal Altamontanha)
 
Olá ! Realmente o cara que escreveu esta matéria no G-1 é um leigo em escalada e esta história está muito mal contada. Se o cara, que Deus o tenha e dê forças a esta família para seguir em frente, caiu de uma altura de 70 metros como foi dito até agora, só poderia estar realmente rapelando ou caiu do cume em um momento de distração, pois escalo o Cão Sentado faz mais de 20 anos e abri algumas das rotas de escalada desta montanha e ao longo destes anos já vi muitos absurdos como escaladores andando livremente no cume sem estarem presos à corda ou fazendo rappel fora dos padrões de segurança, e como a escalada do Cão feita pela via tradicional é relativamente "fácil" muitos escaladores acabam relaxando com a segurança. E quanto ao Ronaldo, administrador do parque, também não acho que ele deva proibir a escalada mas sim incentivá-la e tomar algumas medidas preventivas de segurança. Bom galera, fica aí meu comentário sobre este episódio triste e lamentável que nos faz lembrar que mais uma vez a escalada só tem espaço na mídia quando há uma tragédia.

( Comentário de  André Rodrigues em sua página no fece book)



Acidente hoje na Pedra do Cão Sentado em Nova Friburgo, vitimou fatalmente um escalador J.S.A. teresopolitano de 29 anos. Ainda não temos informações concretas, mas tudo indica que houve uma distração por parte do escalador quando estava no cume (ou próximo dele) e caiu. Sua queda foi fatal e ele faleceu imediatamente. Parece que haviam 9 pessoas escalando a pedra e isto pode ter sido um fator agr...avante, mas ainda é muito cedo para tirarmos qualquer conclusão. Fico apenas com medo das notícias sensacionalistas que possam surgir. Estive no cume do Cão Sentado por mais de 150 vezes e nos últimos 24 anos dedicados a Escalada em Rocha e ao Montanhismo sempre estive totalmente consciente que falhas não podem acontecer, pois, quando estas acontecem podem resultar em acidentes e muitos deles fatais. Por muitas vezes já tive sorte quando tive pequenas falhas, e infelizmente um acidente serve para nos lembrar que sempre devemos estar totalmente atentos quando estivermos pendurados e com a vida literalmente segura por um fio (corda).O que mais me preocupa é o fato do sensacionalismo da mídia e do administrador do parque dizer que o local não é apropriado para a pratica de tal esporte, mas o que ele não sabe é que o Parque de Furnas do Catete (atualmente chamado de Parque Cão Sentado) é um dos principais points de escalada de Nova Friburgo, são mais de 70 vias de escalada onde todas as técnicas são encontradas, de vias esportivas de 10º grau a vias em fendas de alto nível, vias com artificiais fixos, artificiais móveis e artificiais em cliff, ou seja o parque antes de tudo é um local incrível para o aprendizado de todas as técnicas de escalada. Nos ultimos 24 anos conquistei mais de 30 vias no parque e repeti as vias por milhares de vezes, ou seja, o parque é um dos melhores locais para escalada que eu já conheci na região até hoje.


( Matéria que saiu no G-1)

O escalador de Teresópolis Jomar Silva Amorim, de 29 anos, faleceu ontem quando escalava a Pedra do Cão Sentado em Nova Friburgo na região serrana do Rio de Janeiro. Jomar estava em um grupo que conhecia bem o local e informações preliminares dão conta que ele sofreu uma queda de 70 metros de altura e faleceu no local.A Pedra do Cão Sentado tem cerca de 100 metros de altura e sua ascensão mescla dificuldade de escalada esportiva com conhecimentos de escalada tradicional. De acordo com o site G1, Jomar não passou corretamente uma costura quando estava a 70 metros de altura. Os motivos da queda, no entanto, não está claro.De acordo com o diretor do parque onde fica a rocha, Ronaldo Amorim, desde que ele assumiu a gerencia da Unidade de Conservação nunca houve um acidente deste tipo. O grupo de Jomar também não avisou a gerencia que iria escalar a Pedra.
O corpo de Jomar foi removido da montanha nesta quinta feira, por volta das 4 da tarde.


( Comentário que saiu na FEMERJ)

"Sim eu estava lá mais o grupo dele não fazia parte do nosso. O meu grupo estava na base e infelizmente nos acabamos vento tudo, eu pessoalmente ate ajudei dentro do que pude a carregar o corpo. Oque aconteceu pelo que o pessoas estava escalando com ele e que: ele estava desencordado mas ancorado na solteira, ele acabou que pela presa de chegar o cume que faltava pouco menos de 10m de em um lugar "fácil" em "um trepa pedra com vegetação", ele soltou sua solteira e foi solando dai nao sei oque aconteceu direito ela escorregou e veio a cair, acredito eu que ele escorregou com os pés na vegetação. A impudência pelo que eu pode constatar foi 100% dele.Ele era de Terê eu conhecia ele, gente fina. Eu estou chocado na hora entrei em desespero, ligamos pros Bombeiros e rapidamente eles chegaram lá, mas pela situação que ele estava visivelmente dava pra ver que ele tinha morrido, os bombeiros chegaram e deram a noticia que infelizmente nos ja sabíamos. Só quem estava la e viu a situação que ele estava "todo quebrado" com um fratura que me chocou muito, uma fratura exposta no cranio."


                                            Jomar da Silva Amorim.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

60 anos da conquista do monte Everest por Edmund Hillary e Tenzing Norgay.

Uma Pequena homenagem do blog croquitecafriburgo aos conquistadores do Everest.


Em 29 de maio de 1953, dois alpinistas conseguiam um feito inédito: chegar ao topo da montanha mais alta do mundo, o Monte Everest pela primeira vez, após um mês de meio de expedição rumo ao teto do mundo. O feito é lembrado nesta quarta-feira, quando se comemora o 60º aniversário da escalada histórica do neo-zelandês Edmund Hillary e nepalês Sherpa Tenzing Norgay.




29 DE MAIO: a Data Magna do Montanhismo[ 60 anos atrás, em 1953, Edmund Hillary e Tenzing Norgay iniciaram sua investida ao cume, então, inacessível do monte E...verest a partir de um acampamento levantado na montanha a 8.500 metros. Às 11h30 da manhã daquela data, vencidas as últimas agruras da pioneira e desconhecida escalada, os 2 acabaram por conquistar a glória máxima
no panteão do alpinismo: o topo do mundo. ]
 


 Foto: Royal Geographical Society

 
 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

(CONEXÃO TERÉ x FRÍ - 2013) _ FACE LESTE DO PICO MAIOR EM SALINAS, UM CLÁSSICO!

                     Pico Maior de Salinas visto da base da via Leste - Nova Friburgo.

Galera demorou, mas saiu à primeira conexão Teré x Frí de 2013, novamente com meu amigo de Teresópolis, Marcelo Vieira e meu mais novo parceiro de roubadas Nayguel. Depois de alguns telefonemas decidimos fazer esta conexão desta vez em Friburgo e a montanha escolhida não podia ser outra o Pico Maior de Salinas e a via é claro uma clássica a Face Leste.

 Acampamento em Três Picos com Nayguel, Marcelo e Leonardo.
 
Esta escalada não foi escolhida por acaso, pois os meus dois parceiros de cordadas nunca haviam escalado o Pico Maior e é sempre um prazer levar alguém pela primeira vez naquele cume e ver a emoção das pessoas pela superação de vencer os 730 metros de granito de uma via que tem de tudo e com uma vista alucinante das montanhas de Nova Friburgo e de Teresópolis.
 
 Amanhecer na base da via Face Leste no Pico Maior.
 
Outro motivo muito especial para mim é que este ano eu estava completando 20 anos que subi o pico maior pela primeira vez, na época eu tinha apenas 14 anos e ficou marcado pelo resto da minha via esta escalado que tive o prazer de fazer com um amigo das antigas o Charles Moura o qual eu sou agradecido pelo resto da minha vida.
 
  
 Marcelo, Nayguel e Eu na base da via Leste.
 
 Após eu desembarcar eu não pensava em outra coisa a não ser escalar uma montanha e é claro ver minha esposa, mas estes detalhes eu não vou entrar, pois da para imaginar o que é para um escalador ficar 15 dias no meio do oceano só vendo água e a galera bombando o fece book de aventuras?  Da uma fissura maluca kkkk
 
 Traçado da via Face Leste no Pico Maior de Salinas.
 
Mas em fim o dia 15 de maio tinha chegado e como já havia combinado com meus parceiros coloquei toda minha parafernália de escalada e camping no hall bag fechei a mala do carro e coloquei o pé na estrada rumo à cidade de Nova Friburgo não via a hora de sentir o cheiro de mato e o vento frio das montanhas da minha cidade natal.
 
 
 Léo no primeiro grampo da via Leste.
 
Dei uma ligada para os caras avisando que eu já estava a caminho e que só ia matar umas pendências que eu tinha em Frí e depois ia partir pra Salinas, para encontra com o Marcelo, às 6 horas na entrada do parque, mas as coisas não saíram como planejado e eu e Nayguel só chegamos no parque às 8 horas e assim que estava entrando na estrada de chão que sobe para os Três Picos, demos de cara com Marcelo metendo o pé para Teré, já achando que eu havia desistido a escalada.
 
Léo e Marcelo na P-2 da Leste.
 
Falei com Marcelo, para dar meia volta e subimos de carro até o pé do pasto onde deixamos os carros e colocamos o pé na estrada, ou melhor, começamos a subida pasto acima até o camping do meu amigo Mascarin, e depois de caminharmos uns 30 minutos chegamos na casa do Mascarin, só que para nossa surpresa não tinha ninguém na casa e no camping.
 
 Léo na terceira enfiada da via Leste.
 

Ficamos meios bolados de acampar ali e largar nossos pertences sem nenhuma segurança é resolvemos fazer um acampamento avançado mais perto da base do pico maior mesmo sabendo que teríamos que subir metade da trilha da leste para recuperar o hall bag depois da escalada, mas como estávamos empolgados de estar ali nem ligamos para este pequeno e árduo detalhe.
 
Marcelo e Nayguel na travessia da via Leste muitos
escaladores seperdem neste ponto da via.
 
Enchemos nossos cantis com aquela água maravilhosa de Salinas, e tocamos para cima até a bifurcação que vai para os Picos Menor e Médio, onde armamos o nosso acampamento, a noite estava alucinante toda estrelada não tinha lua e a silueta das montanhas parecia uma pintura eu nunca havia acampado ali e fiquei impressionado com avista.

 Léo na sétima enfiada da via Leste antes da moita da primeira chaminé.
 
Como iríamos levantar as 4h30min da matina para começar a maninharmos para a base do Maior, comemos uns miojos, seguido de um chocolate quente e nos deitamos os três apertados na minha barraca para esticarmos as costas e descansar as pernas porque nossas mentes estavam a todo vapor. Eu não sei quanto aos meus parceiros, mas eu nunca consigo dormi antes de uma escalada de alto nível e aquela noite não foi diferente e assim que o despertador tocou sacudi a galera para agitarmos um café.
 
Léo guiando a primeira chaminé da Leste.
 
A madrugada estava bem agradável não estava frio e nem ventando como é de praste nesta parte da montanha, as mochilas já estavam arrumadas e antes do sol nascer estávamos caminhando em direção à base da face Leste do Pico Maior. Chegamos na base com menos de 30 minutos de caminhada e enquanto nos equipávamos para começar a escalada fomos saudados pelos primeiros raios de sol aquecendo a alma e nos presenteando com uma vista alucinante de um Pico Maior que de cinza ficou com uma mistura de rosa e roxo.
 
Marcelo fazendo a primeira chaminé e Nayguel no platô da chaminé.
 
 
   Tudo listo tiramos aquela foto tradicional da base e sem perder mais tempo fui tocando pra cima a primeira enfiada eu não olhei às horas, mas acredito que erma umas 6h00min horas da manhã, estávamos começando a escalada em um ótimo horário, pois normalmente a Leste é feita em quatro ou cinco horas, mas como estávamos em três certamente levaríamos mais tempo. Primeira parada armada recolhi Marcelo, e falei para ele recolher Nayguel, no grigri e ir liberando minha cora no atc ao mesmo tempo para adiantar a escalada uma vez que as seis primeiras enfiadas da via eram mais tranquilas.

 Léo Amorim na saída da Primeira chaminé da Leste considerado por muitos como o primeiro crux da via.
 
A escalada foi fluindo tranquila todos estávamos em um bom ritmo, e quando dei por conta já estávamos fazendo a travessia para a direita chegando na P-4, onde recolhi Marcelo, novamente e dali só paramos os três na primeira chaminé onde tem um enorme platô que é uma parada estratégica para nos hidratarmos, comermos alguma coisa e de estomago cheio e cabeça feita continuei subindo pela enorme chaminé.
 
Marcelo e Nayguel na saída da chaminé da Leste.
 
Deste ponto da escalada para cima a via muda totalmente de figura já começando pelo primeiro crux da saída da chaminé que para muitos é a parte mais difícil da via, particularmente eu não acho que esta parte é a mais difícil, mas sim a enfiada seguinte onde tem que subir reto e depois fazer uma travessia para a esquerda neste ponto tem que tomar muito cuidado, pois para mim é a parte mais exposta da via.
Marcelo mandando a saída da chaminé da Leste.

 
Armada a segue na P-10 após a saída da chaminé recolhi Marcelo, que passou meio que adrenado no lance, mas não caiu. Em seguida Nayguel, se juntou a gente e parti para a tal travessia exposta e logo estava guiando o totem da Leste onde eu considero a parte mais bonita da via, uma parede bem vertical rosada com enormes veios de cristais gigantes esta parte não é muito difícil, mas se o escalador cair ali às consequências podem ser desastrosas.
 
Marcelo na P-10 da via Leste.
 
Passada esta parte cheguei na P-12 antes da segunda chaminé onde também tem um lance delicado que eu gosto de fazer saindo pela esquerda e atravessando para a direita neste lance tem como proteger com um friend número 1 da BD, que fica perfeito. Mais encima eu vi uma chapeleta nova não sei se é de uma via que cruza a Leste ou se colocaram ali para fazer a entrada da chaminé por cima, mas eu segui pela linha original, mas abaixo em diagonal para a direita pegando o diedro no pé da chaminé e parando na base dela.

 Vista da Pedra da Mariana a direita e do Pico do Caledônia ao fundo.
 
Neste ponto da escalada o cansaço dos meus parceiros era visível e o tempo começava a fechar rapidamente o tempo é meio louco mesmo em Salinas começamos a escalada sem nenhuma nuvem e um sol de rachar e agora o tempo estava patagônico. Sem perder tempo fui guiando a segunda chaminé enquanto Marcelo recolhia Nayguel para ganharmos tempo e não correr o risco de pegarmos uma chuva no final da via nos forçando a rapelar pela Leste.
 
 Marcelo e Nayguel reunidos na P-10 após a saida da primeira chaminé, neste ponto onde estava dava para ver o início da via Leste a direita e todo o percurso que fizemos até ali.
 
Chaminé encadenada recolhi Marcelo, e sai para fazer o segundo crux da via que é a saída da segunda chaminé seguida de um lance meio que de tesoura, e dei sequencia guiando o primeiro artificial A-0/VI+ da via que está uma vergonha ainda não consigo acreditar que a galera que mora nos Três Picos não substituiu os parafusos de ¼ enferrujados e alguns já com sinais gravíssimos de perda de espessura acho que só estão esperando alguém se acidentar para trocar vou torcer para não ser eu o premiado, mas vamos tocando a via assim mesmo.
 
 
 
 
 Croqui da via Face Leste do Pico Maior de Salinas feito por Leonardo Amorim.
 
Em fim chegamos na P-14 neste ponto eu sempre fico tranquilo porque dali pode chover até canivete que eu tenho como chegar no cume, pois dali pra frente é só mais um lance meio rampado e o segundo artificial A-0/V uma travessia e em fim jogar pro cume seguindo um veio de cristal e o costão final. Fui guiando até a P-15 onde falei para Marcelo, recolher Nayguel que eu ia subindo e quando a corda estica-se era para ele subir e para Nayguel fazer a mesma coisa, pois dali eu só ia para no cume e foi o que fizemos.

Marcelo chegando na P-12 antes da segunda chaminé da Leste.
 
Chegamos no cume às 15h43min com um tempo meio doido hora limpo hora nublado, mas o melhor foi ver a emoção dos meus parceiros e a sensação de missão cumprida deles estarem tocado o cume daquela montanha super especial e sem igual no planeta.
 
Marcelo na base da segunda chaminé e Nayguel no diedro antes da chaminé.
 
Realmente é emocionante a primeira vez que se escala a Leste eu olhava para eles e só me lembrava da minha primeira vez há 20 anos em 1993 quando cheguei exausto e super feliz de ter sido um dos escaladores mais jovem a tocar aquele cume com apenas 14 anos não sei se já houve uma ascensão mais jovem até hoje, mas isto não imposta o que importa mesmo é a emoção de estar ali.

Léo já na parada após mandar a segunda chaminé apontando para  Marcelo e Nayguel no início da chaminé.
 
Nos reunimos perto do livro de cume, mas quando abri a urna uma surpresa não tinha livro nenhum eles ficaram um pouco decepcionados por não colocarem os nomes no cume do Pico Maior e então começamos a tirar varias fotos e como o tempo estava virando rapidamente e o tempo estava se esvaindo e a noite na montanha era iminente enrolei as cordas e começamos a procurar a via de rapel.
 Marcelo na saida da segunda chaminé da Leste considerado o segundo crux da via.
 
Optei em rapelar pela via de rapel reto que passa ao lado direito da via Cidade dos Ventos esta via é a saída mais rápida da montanha com apenas sete rapeis, com duas cordas de 60 metros, todas as paradas são duplas e não há muitas lacas traiçoeiras para agarra as cordas mais isto é relativo.
 
 Léo mandando o segundo artificial A-0 da Leste.
 
 A cada rapel a noite ia se aproximando e com as últimas energias e raios de sol íamos puxando as cordas e armando os rapeis o mais rápido que conseguíamos e todo este esforço foi crucial fizemos o penúltimo rapel da via já na penumbra quando tocamos a base da Cidade dos Ventos e ainda deu para descer a trilha até o rapel da árvore e quando tocamos a base da montanha já estava tudo escuro e para nossa sorte ou não começou a chover de leve acho que foi só para lavar a alma mesmo. 
Marcelo e Nayguel reunidos na moita da P-14 da Leste.
 

Estávamos exaustos, mas felizes por mais esta benção que foi esta escalada agora era guardar os equipos e sem dar mole descer pela trilha do Capacete, o que foi tranquilo de achar, mas realmente estávamos bem cansados para nossa sorte quando começamos a descer à trilha a chuva parou e fomos tocando para baixo, mas devagar com muito cuidado para não torcer o pé ou nos machucarmos no final da trip. 
Marcelo na saida do segundo artificial da Leste chegando na P-15.
 

Quando chegamos na fazenda já morgados tive uma péssima lembrança o hall bag!!! Falei com os caras que tinha que resgatar o hall bag no meio da trilha para a base da Leste e lá fomos eu e Marcelo Nayguel estava exausto e ficou na fazenda tomando conta das mochilas malandramente.
 Vista do cume do Pico Maior que fica voltada para a cidade de Nova Friburgo com o Pico do Caledônia ao fundo.
 
 Para piorar ainda, mas a situação havia baixado uma cerração daquelas de Três Picos que não se enxerga nada e passei um veneno para achar a entrada da trilha para a Leste. Sobe, desce até que em fim encontrei fui subindo a trilha e pensando de onde eu tinha tirado esta ideia genial de açamar lá em cima, mas como dizem "todo castigo para alpinista é pouco" e lá fomos-nos.
 
Toda a equipe reunida no cume do Pico Maior de Salinas 16/05/2013, às 15:43.
 
Já bolado com o tempo que agora voltava a chover achei o hall bag, coloquei nas costas e toquei para baixo novamente, foi um ótimo treinamento, mas acho que não vou repetir esta idiotice de novo não.
 
 Vista do cume do Pico Maior que fica voltada para a cidade de Teresópolis, com os picos Médio e Menor a esquerda e o Morro dos Cabritos com outras montanhas a direita.
 
 Depois de uma hora chegamos na fazendo e encontramos Nayguel já bolado no meio de um monte de vacas e bois brabos e antes que os bichos se revoltassem começamos nossa jornada pasto abaixo até os carros e já no limite chegamos na última porteira e pude ver o carro ufffffa! Separamos os equipos me despedi do Marcelo que ainda estava em êxtase com o seu enorme feito e pensei agora é só mais algumas horas de viagem até a cidade de Rio das Ostras e ai sim poderei descansar.
 
 Marcelo e Nayguel felizes por estarem a primeira vez no cume do Pico Maior, uma experiência única na via de qualquer alpinista, que tenha este privilégio.
 
 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Bagas do Norte 4 V E1 D1 _ Pedra da Catarina Mãe - NF.

Léo no início da via Bagas do Norte na Catarina Mãe. 
 
 
 Traçado das vias A última Ponta, A Ponta da Ponta e Bagas do Norte localizadas na Face   Norte da Catarina Mãe.
  
 
 
Cacau na base fazendo a segue e eu entrando no crux da via após a chapeleta.


 
Croqui da via Bagas do Norte 4 V E1 D1 ( 36 m). 
 

Léo após passar o crux da via.
  
 Léo sacando uma foto no final da via com Cacau na base.
 
 A pedra de São João que fica em frente vista do final da via.
 
 
A Face Leste da Pedra da Catarina Mãe vista da caminhada de aproximação.